UBS impõe burocracia a paciente com suspeita de Covid-19 em Macapá

Kliver José Nunes Costa tem 39 anos, deu entrada na Unidade Básica de Saúde (UBS) Marcelo Cândia, na quinta-feira, 7, por volta de 4h da madrugada, com fortes sintomas de Covid-19, como febre alta, tosse intensa, cefaleia e dificuldades para respirar.

Segundo a irmã, Stelcia Costa, na sexta-feira , 8, o quadro do paciente ainda era estável, quando de repente piorou, e necessitava de transferência, com acesso a respirador. A família se mobilizou de todas as formas e não conseguiu a mobilização.

“Por volta de 16h consegui falar com o Dr. Kleverton, coordenador do Sistema de Regulação da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), que me informou que sem o registro no sistema seria impossível tomar qualquer providências (ou seja, ficou inerte)”, contou a irmã.

Com a saturação em 90, a família buscou o protocolo de registro, sabendo que o teste rápido seria necessário, porém, por FALTA, não havia sido realizado nele. Foi solicitado que a família tomasse as providências, pois a UBS não tinha. De acordo com Stelcia, ligaram para todos os laboratórios, mas não tiveram êxito.

Do próprio bolso

Ainda no sábado, 9, por volta de 9h30 foi entregue (pela família) o teste rápido, que deu negativo. Porém, o médico disse que o estado clínico apontava para o Covid-19. Durante à noite Kliver teve 3 crises e amanheceu muito cansado.

Neste domingo (10), ainda muito cansado e no oxigênio necessitando de respirador, não tiveram nenhuma posição se Kliver já estaria na lista de espera.

“A cada dia que passou ele ficou mais debilitado”, disse a irmã. A família desesperada, sem saber a quem recorrer para que meu irmão fosse transferido para um centro de Covid-19, esteve e continua sem amparo.

Johnatan Bittencourt
Foto: Stelcia Costa

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