PMM vai pagar R$ 4,5 milhões ao IBGH para gerenciar centro de Covid-19; a OS é investigada pela PF

O prefeito Clécio Luis (Rede) vai pagar para o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), o valor de R$ 4,5 milhões para gerenciar o Centro Covid-19 da PMM, que fica no bairro Santa Inês.

VEJA NO LINK: http://transparencia2.macapa.ap.gov.br/tipo_contrato/covid-19/

O IBGH é a mesma Organização Social (OS), que o governador Waldez Góes (PDT) contratou por mais de R$ 58 milhões para gerenciar os centros de Covid-19 do Estado.

Investigação da PF

Em 2019, a Polícia Federal apreendeu R$ 55 mil em espécie no escritório do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH) durante a operação que investiga prejuízos de R$ 7 milhões causados aos cofres da Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína, no norte do Tocantins. Os agentes também apreenderam documentos na sede da empresa, em Goiânia (GO).

Batizada de Déjà vu, a operação foi deflagrada, na época, e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Araguaína (TO), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO) e Brasília (DF). 

A operação foi realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF).

A investigação, iniciada após auditoria da CGU, reuniu provas relacionadas à atuação de fachada do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), oficialmente constituído sob a forma de organização social sem fins lucrativos, mas que atuava com finalidade empresarial, voltada à obtenção de lucro.

Segundo a CGU, após vencer, de maneira fraudulenta, licitações com a Prefeitura de Araguaína para gerenciamento da saúde na localidade, o Instituto contratava, de forma direta, empresas ligadas aos seus gestores.

A CGU disse que a apuração identificou diversas irregularidades na execução e prestação de contas, que vão desde o superfaturamento na aquisição de produtos e serviços, até a “maquiagem contábil”, operacionalizada por meio de registros de gastos genéricos, sem a demonstração objetiva da aplicação dos recursos, contabilizados como despesas administrativas e operacionais. 

O IBGH informou, em nota, que, “ressalta que a gestão do instituto tem como princípio a busca pela excelência” e “sempre prezou pela ética”.

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