Maioria dos parlamentares do AP foi contra prorrogar o auxílio de R$ 600,00

Apenas Camilo e Marcivânia votaram a favor.
O auxílio emergencial criado pela Câmara dos Deputados e aprovado por deputados e senadores voltou ao debate após o anúncio da prorrogação por mais 4 meses (até dezembro de 2020). A matéria irá para o Congresso Nacional em forma de Medida Provisória. O governo anunciou que o valor de R$ 600,00 será cortado pela metade, isto é, prorrogou conforme prevê a Lei, mas em R$ 300,00, mais próximo dos R$ 200,00 que Bolsonaro defendeu inicialmente. O valor só chegou a R$ 600,00 por que a Câmara já estava votando uma proposta de R$ 500,00 e Bolsonaro não quis parecer o vilão que é.


O auxílio emergencial se mostrou indispensável para a maioria dos brasileiros na pandemia, já que 71% da população perdeu renda e 3 milhões perderam o emprego.


No Amapá, em 67% (138 mil residências), pelo menos uma pessoa recebeu o auxílio emergencial, o que injetou cerca de R$ 85 milhões mensais na economia amapaense. Se vingar a ideia do presidente Bolsonaro, com o auxílio cortado pela metade, R$ 160 milhões deixarão de entrar e circular na economia local.


Prorrogação – Por isso, em 15 de julho, PT e PSB, com apoio de parlamentares de outros partidos, propuseram estender o benefício até o fim da vigência da situação de calamidade (prevista até dezembro), mantendo as parcelas de R$ 600,00, aprovado pelo Congresso e, portanto, sem depender de decisão de Bolsonaro. Mas o governo mobilizou sua base e derrotou a prorrogação do auxílio emergencial. Foram 309 votos contrários e 123 favoráveis ao recurso que pretendia devolver à votação a emenda para prorrogação do auxílio.


Do Amapá, dois deputados votaram deliberadamente contra:Acácio Favacho (PROS) e André Abdon (PP); quatro deputados deixaram de votar: Aline Gurgel (Republicanos), Leda Sadala (Avante), Luiz Carlos (PSDB), Vinicius Gurgel (PL), e apenas 2 votaram a favor de prorrogar o auxílio emergencial até o final da pandemia com parcelas de R$ 600,00: Camilo Capiberibe (PSB) e Professora Marcivânia (PCdoB). A votação pode ser acessada em https://www.camara.leg.br/presenca-comissoes/votacao-portal?reuniao=59757&itemVotacao=31676
Refresco – Mantido o formato anunciado, o valor pago pelo auxílio chegará ao equivalente a 5% do PIB de 2019 na economia brasileira, segurando uma queda ainda maior do Produto Interno Bruto, empresas, empregos.


Até Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia reconhece que o auxílio emergencial criado e aprovado pelo Congresso melhorou o padrão de vida em mais de 23 milhões de lares brasileiros. Foi responsável por mais de 93% da renda dos domicílios mais pobres e a única renda em pelo menos 4,4 milhões de lares, no mês de julho.

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