Os servidores públicos do Amapá já começaram a fazer as contas de quanto será descontado dos seus salários a partir de 2021. Na outra ponta o Governo comemorando a entrada de mais dinheiro em seu caixa.
Isso porque, nesta terça-feira, 29, com 16 votos a favor, três contra – cinco deputados estavam ausentes – Waldez Góes (PDT) conseguiu aprovar uma fatia da Reforma da Previdência, enviada por ele em agosto.
O ponto votado nesta terça-feira atinge diretamente o bolso do servidor. É que foi aprovado o Projeto de Lei Complementar 02/2020 que aumenta de 11% para 14% o desconto previdenciário dos servidores.
“Os trabalhadores do serviço público do Amapá sofreram hoje um verdadeiro golpe em seus bolsos. Na prática o governo vai usar esse dinheiro a mais para pagar nosso próprio salário. No futuro não vão conseguir pagar as aposentadorias”, diz a nota assinada pelo Movimento Unificado Contra a Reforma da Previdência.
Os sindicalistas usam esse argumento com base no Relatório de Gestão da Amapá Previdência que revela que o governo deve a instituição mais de R$ 2,4 bilhões. Uma dívida que cresce mês a mês.

As lideranças do movimento afirmam que hoje o golpe foi contra os servidores do Estado e que amanhã pode ocorrer o mesmo com os servidores da prefeitura de Macapá. “A falta de gestão penaliza o servidor. Mas, quem está no poder não quer fazer sacrifícios. Prefere optar em ferir o que é mais fraco”, desabafam os sindicalistas.
O Movimento Unificado Contra a Reforma da Previdência Estadual tem a participação de representantes de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), além do MP e TCE e espera reverter o Projeto de Lei.
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