Não é preciso ser nenhum analista para achar no mínimo estranho o resultado da pesquisa Ibope divulgado na noite de quarta-feira, 28. Mas, o economista e consultor de pesquisa de mercado, Charles Chelala, em entrevista ao programa Ponto de Pauta, na Forte FM, fez algumas ponderações que põem em dúvida a pesquisa.
Para ele, de modo geral, as pesquisas por telefone têm baixa qualidade. Isso porque muitas pessoas acham que não estão falando com o entrevistado e tendem a não falar a verdade. “Logo não retratam o perfil do eleitor amapaense”.
E completou: “É inusitado que em pouco mais de duas semanas, isso comparando a pesquisa do mesmo instituto, um candidato subir 15% e os outros caírem 4%”. Sendo que não se percebe esse movimento nas ruas”, comentou.
Outro ponto questionado por Chelala, que pode revelar falhas na metodologia, diz respeito as pessoas que não sabem ou não responderam que chegou em 4%, bem como os brancos e nulos que chegou em 8%. Ou seja dá 12%. Em outras pesquisas esse número chega nos 30%.
“Nas eleições anteriores a abstenção foi em torno de 20% e a pesquisa do Ibope aponta para somente 4%. Na maioria das vezes o voto desses indecisos define uma eleição. É pensando neles que o candidato traça sua estratégia. Curiosamente em Macapá será diferente. É como se a eleição já estivesse definida”, estranhou.
Mais um detalhe importante. Dois dias antes de ser divulgada a pesquisa Ibope, o instituto Real Time Big Data também fez uma consulta e deu um empate técnico entre os três candidatos.
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