Um grupo de batedores de açaí do Amapá tem se reunido desde os primeiros dias de 2021, em grupos de redes sociais, na busca por soluções criativas para colocar no mercado global o açaí artesanal com sabor local.
O açaí entrou no mercado nacional e internacional como substância nutritiva-energética sem que os consumidores conhecessem seu sabor original, e de que se tratava de um alimento tradicional da cultura alimentar da Amazônia.
O movimento, ainda sem nome, tem a participação e iniciativa do ex-governador do Amapá e amante do açaí, João Capiberibe, que discute formas de valorizar, por meio de políticas públicas, o produto, conhecido como petróleo roxo. O político sempre defendeu o comércio regionalizado e agora diz que a iniciativa deve partir, também, da sociedade civil.
“Hoje, o açaí, terceiro item na pauta de exportações do Amapá, só perde em valor para o ouro e cavaco de madeira da Ancel. O açaí é a maior fonte de geração de emprego e renda do Amapá”, detalhou Capiberibe com dados da Cacex.
O ex-governador ainda lembrou que os investimentos estaduais em linhas de pesquisas no açaí têm caído com o passar dos anos e ainda ressaltou que empresas internacionais se apropriaram das substâncias e capacidade nutricional da fruta para ganhar bem mais, do que o valor original, no mercado mundial.
Durante as conferências virtuais, batedores lembraram do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA), criado e implementado pelo ex-governado, de 1995 a 2002, quando foram feitos grandes investimentos na promoção da economia do açaí, que passou a contar com linha de pesquisa a cargo do IEPA, foi criada uma inédita carteira de crédito subsidiado para manejo de açaizais e modernização das batedeiras artesanais, e cursos de qualificação profissional em gestão de negócios e cuidados sanitários com o produto.
A Associação dos Batedores de Açai de Macapá se comprometeu em reunir presencialmente seus associados para debater sobre debater emendas e a formação de uma cooperativa para gerir coletivamente os interesses econômicos dos batedores da região.
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