6 dos 8 deputados federais do Amapá votaram contra os servidores públicos na PEC 186

6 dos 8 deputados federais do AP votaram a favor do texto original da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/2019 que está em análise em 1º turno na Câmara dos Deputados, nesta segunda e terça-feiras (9 e 10): Acácio Favacho, Aline Gurgel, André Abdon, Leda Sadala, Luiz Carlos e Vinicius Gurgel votaram para impedir o reajuste e a progressão na carreira e a contratação de servidores, mesmo durante a pandemia, para não contratar novos leitos de UTI-Covid, cortar investimentos na educação e na saúde. Apenas os deputados Camilo Capiberibe e Professora Marcivânia votaram a favor dos servidores e para o fortalecimento dos serviços públicos durante a pandemia e nas crises fiscais.


Sádico, Bolsonaro incluiu na PEC o novo auxílio emergencial com metade do valor e durante 4 meses, condicionado ao corte de investimentos público pelos próximos anos para destinar esses recursos aos banqueiros, pela chamada amortização da dívida pública. Os mesmos 6 deputados votaram para reduzir o valor e a quantidade de pessoas atendidas pelo auxílio emergencial, deixando de colocar dinheiro na economia. No Amapá, o auxílio emergencial de R$ 600,00 colocou em torno de 85 milhões/mês na economia. Camilo e Marcivânia anunciaram nas redes sociais que defendem o valor de R$ 600,00.


Enquanto milhões de pessoas ficaram desempregadas e perderam renda durante a pandemia, os muito ricos ficaram ainda mais ricos. De acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, as 500 pessoas mais ricas do planeta somaram a suas fortunas US$ 1,8 trilhão, um salto de 31%, o maior desde que o ranking foi criado, há oito anos. (O Globo)
A PEC estabelece cortes nos serviços públicos que chegam à população mais pobre alegando impedir desequilíbrio nas contas públicas, mas não estabelece nenhuma medida para tributar a parcela muito rica que não paga nenhum imposto por sua riqueza e representa menos de 1% das pessoas do Brasil. No Congresso Nacional tramitam várias propostas para regulamentar a previsão constitucional e tributar as grandes fortunas.

Redação

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