Por Elton Tavares
Sou razoavelmente bom em escrever textos de parabéns, mas não obituários. Difícil demais falar da morte de amigos. Hoje (13), o competente jornalista, marido dedicado, flamenguista, goleiro, amante de rock nacional, cervejas enevoadas e brother deste editor, Ricardo Medeiros, partiu para as estrelas. O Rick morreu em Fortaleza (CE), onde tratava uma enfermidade, aos 57 anos.
Sempre digo que o jornalismo me deu muitos amigos. Sim, trouxe inimigos também, mas pra estes eu não ligo. Rick foi uma dessas figuras paid’éguas, com quem tive a honra e o prazer de trabalhar.
Casemiro de batismo e “Ricardo” de escolha profissional, Medeiros foi renomado jornalista/repórter/apresentador e produtor de TV e rádio. Carioca de nascimento, fez carreira no Ceará, mas radicou-se no Amapá há mais de 20 anos. Ele passou por vários veículos de comunicação, sempre com sua voz marcante (tipo Cid Moreira) e apresentação impecável.
Ricardo foi integrante da Secretaria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e meu colega de trampo por 3 anos. Ele foi apresentador da JudiciRádio, rádio web do TJAP e se garantia demais nesse ofício. Além disso, sempre teve excelente trato com os colegas.
Era um cara muito inteligente, profissional, responsável, dedicado, tranquilo, educado, sorridente, observador, discreto, gentil e absurdamente gente fina.
Nem lembro quando conheci o Medeiros, mas faz tempo. Além de ser bom de trampo, Ricardo também foi meu companheiro de molhar a palavra e bater papos legais e ilegais (risos) sobre tudo. Mais que um colega de trabalho, foi um amigo.
Isso apesar dos mil apelidos que dei ao Rick nestes três anos de convívio e o ciúme crônico que ele tinha do Kledison Mamed (nosso brother que foi como um irmão para o Ricardo).
Posso viver muito, mas nunca vou me acostumar com a partida de alguém querido. Quando chega o momento, sempre concordo com o escritor Mario Quintana: “a morte chega pontualmente na hora incerta”.
Hoje é um dia Triste. Até a próxima vez, Ricardo. Que tu sigas na paz e pela luz, mano velho!
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